Água Lebrinha assina adesão ao Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal

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Fortalecer as ações de preservação dos recursos hídricos e de desenvolvimento sustentável é o principal objetivo do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal que, nesta terça terça-feira (23/05), oficializou a adesão da Água Lebrinha ao projeto.O Pacto foi idealizado em 2012 pelo WWF-Brasil quando a ONG identificou que a região das cabeceiras estava em alto risco. Desde 2015, o Pacto é apoiado, além do WWF-Brasil, peloGoverno do Estado de Mato Grosso e mais45entidades parceirasnaregião das Cabeceiras do Pantanal, que abrange 25 municípios de Mato Grosso.

Na região das Cabeceiras do Pantanal nascem 30% da água responsável por alimentar 80% da planície inundada, pelo abastecimento de mais de três milhões de pessoas e pela manutenção da rica biodiversidade local, que conta com mais de quatro mil espécies de animais e plantas registrados.

Desde 2015, as ações do Pactos permitiram a recuperação de 80 nascentes, adequação de mais de 100 quilômetros de estradas rurais e a instalação de biofossas rurais que beneficiam mais de 20 famílias com o incremento de renda. Entre os objetivos do projeto estão ainda a melhoria do saneamento básico, assim como a adequação ambiental e a recuperação de áreas degradadas.

Com o termo de adesão, a empresa se comprometeu a realizar três ações em benefício das Cabeceiras do Pantanal: contribuir para o fortalecimento do pacto, por meio da divulgação dos resultados do projeto nas redes sociais da empresa,na gestão ambiental, que envolve a inovação dos produtos, e a gestão de resíduos sólidos, com o compromisso de manter a reciclagem de vasilhames de garrafões de 20 litros.

De acordo com a diretora da Água Lebrinha, Flávia Almeida, a adesão ao pacto consolida as ações realizadas pela empresa e representa o compromisso com o futuro. “Estamos presentes em todos os municípios do Estado e somos engajados no objetivo de promover o desenvolvimento sustentável nos municípios onde atuamos. Por isso, a partir de hoje, fazemos parte do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, que fortalece nosso comprometimento com o meio ambiente e as nascentes mato-grossenses, fonte de vida. Pois onde tem água, também tem vida e essa continuidade precisa ser garantida’’, destacou.

A superintendente de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Vania Maria Cesar, ressaltou que buscarão novas parcerias para que as propostas do Pacto ganhem mais força e visibilidade em Mato Grosso. “Esta é a primeira empresa privada que, de forma individual, assinou o pacto. Esse ato tem grande importância uma vez que agimos como uma rede e a parceria é fundamental. A partir de agora buscaremos mais parceiros”, disse.

Para o coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, Júlio César Sampaio, a parceria é um importante passo para o projeto. “A Lebrinha é uma empresa que se dedica a fornecer água para as pessoas e o Pacto tem por objetivo garantir água de qualidade e em quantidade para todos os usos. Essa parceria, portanto, é mais do que acertada e importante para que juntos unamos forças pelos rios e nascentes do Pantanal”.

O PACTO

Em 2012, um estudo realizado pelo WWF-Brasil em parceria com o HSBC, a The Nature Conservancy (TNC), o Centro de Pesquisas do Pantanal, o Conselho Nacional de desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e a Carterpillar identificou que a área das Cabeceiras do Pantanal estava sob alto risco, requerendo ações de preservação e recuperação urgentes.O desmatamento, a falta de saneamento básico e as más práticas agropecuárias são as grandes ameaças aos rios e nascentes das cabeceiras.

A partir disso, o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal começou a ser elaborado, com implementação a partir de 2015 e atua hoje na recuperação de nascentes, na execução de ações em prol dos rios Jauru, Cabaçal, Sepotuba e Paraguai e abrange 25 municípios do Mato Grosso. São eles: Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Santo Afonso, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu e Tangará da Serra.

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O que as instituições ganham ao assinar o pacto?

O Pacto não arrecada e não arrecadará recursos financeiros específicos para seu funcionamento. Portanto, para alcançarmos os objetivos comuns, cada instituição quando o assina se compromete a usar recursos humanos e financeiros próprios para alcançar os objetivos comuns.