Mirassol D’Oeste recupera 20 nascentes das cabeceiras

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O município mato-grossense de Mirassol D’Oeste, de pouco mais de 24 mil habitantes, está recuperando atualmente 20 nascentes. A ação, que a princípio pode parecer pequena, oferece grandes resultados para a população e para o meio ambiente. Todos os mananciais desembocam nos rios Caeté e Carnaíba, responsáveis pelo abastecimento da cidade, conforme informações do Consórcio Nascentes do Pantanal. As nascentes recuperadas fornecerão água de qualidade e em quantidade para garantir segurança hídrica – evitar uma crise por escassez. Tangará da Serra, também em Mato Grosso, enfrentou falta de água devido à poluição do rio Sepotuba. Mirassol, com essas ações, está em tempo de evitar situação semelhante por meio de ações como essa.

Além disso, o ecossistema pantaneiro também se beneficia: os rios Caeté e Carnaíba desembocam em um rio maior, o Jaurú, que cai no Pantanal, a maior área úmida do planeta.A inciativa acontece graças à parceria entre o Rotary Club de Mirassol D’Oeste, o Consórcio Nascentes do Pantanal e o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, aliança entre representantes do setor público, privado e sociedade civil organizada pela defesa dos rios e nascentes da região.

Levantamento de dados

Foram identificadas e mapeadas 30 propriedades rurais do município, localizadas às margens dos rios Caeté e Carnaíba, somando 63.539 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs).Desse total, há 35.276 hectares a recuperar.Do total de imóveis pesquisados, foram identificadas as 18 nascentes completamente destruídas.

Soluções

Todos os proprietários rurais estão prontos para a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e vão aderir ao Programa Produtor de Água da Agência Nacional de Águas (ANA) e receber incentivos por meio de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Por meio dessa ferramenta, os proprietários de terra são remunerados por atuar em prol da conservação e da preservação dos recursos hídricos.

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O que as instituições ganham ao assinar o pacto?

O Pacto não arrecada e não arrecadará recursos financeiros específicos para seu funcionamento. Portanto, para alcançarmos os objetivos comuns, cada instituição quando o assina se compromete a usar recursos humanos e financeiros próprios para alcançar os objetivos comuns.