2 de fevereiro: Dia Mundial das Áreas Úmidas

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As áreas úmidas são o lar de milhares de espécies e também o meio de sobrevivência de 1 bilhão de pessoas em todo o planeta. Apesar dessa riqueza, mais de 60% das áreas úmidas de todo o mundo já desapareceram desde 1900, segundo a organização “Wetland Extend Trend”.

O Brasil possui a maior área úmida de todo o planeta, o Pantanal.Seus 170.500,92 mil km² de extensão – parte dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da Bolívia e Paraguai – abrigam uma rica biodiversidade: pelo menos 4.700 espécies de animais e plantas já foram registradas.

Quando se fala em Pantanal, a imagem que se tem é de um santuário preservado e intocado, repleto de água, com belas paisagens formadas por rios, lagoas e uma grande variedade de animais e plantas. Mas o Pantanal belo e diverso que conhecemos é também uma região sensível e vulnerável a ameaças tanto de dentro quanto de fora e pode desaparecer se não for preservado.

O Pantanal depende da manutenção do ciclo hidrológico, que permite o subir e baixar das águas e a inter-relação entre as espécies. Qualquer mudança nesse ciclo pode comprometer os ecossistemas e modificar toda essa paisagem.

A pecuária não sustentável, a monocultura da cana-de-açúcar e da soja e a contaminação de solos e dos recursos hídricos com insumos agrícolas são pontos de alerta. Qualquer impacto negativo nas nascentes e cabeceiras dos rios pode, por exemplo, alterar de forma drástica toda a planície inundável.

Da mesma forma, grandes projetos de infraestrutura previstos para serem realizados na região podem impactar negativamente se forem executados sem considerar as características naturais nativas.

Conservação do Pantanal e as Cabeceiras

Para a conservação do Pantanal, é importante levar em conta a bacia hidrográfica como um todo e não só a planície alagável. Afinal, tudo está interligado. O equilíbrio ambiental e os processos ecológicos do Pantanal são determinados por eventos, naturais ou não, que ocorrem nas partes altas da bacia hidrográfica. A água que nasce nas partes altas – cabeceiras – corre para baixo, para a planície inundável, carreando o que estiver pelo caminho. É o pulso das águas que dita o ritmo da vida, dinâmico, complexo e delicado.

ODia Mundial das Áreas Úmidas foi estabelecido em 1971 em homenagem ao dia da adoção da Convenção de Ramsar, na cidade iraniana de mesmo nome.

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