Governo de Mato Grosso homenageia integrantes do Pacto

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A luta de dois integrantes do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Patanal pela proteção da água doce foi homenageada pelo estado de Mato Grosso no dia 6 de junho, durante celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio Paiaguás, sede do governo em Cuiabá. O Consórcio nascentes do Pantanal e a ONG WWF-Brasil receberam um certificado de reconhecimento público pelo trabalho que vêm realizando na recuperação de nascentes degradadas e na conservação dos rios das cabeceiras do Pantanal.

A região abriga as porções altas dos rios Paraguai, Sepotuba, Jaurú e Cabaçal, responsáveis pelas cheias do Pantanal e pela manutenção de sua biodiversidade e também pelo abastecimento de 25 municípios de Mato Grosso – onde vivem e produzem mais de três milhões de pessoas.

Segundo o certificado, assinado pelo vice-governador e atual secretário de estado de Meio Ambiente Carlos Fávaro, o governo reconhece publicamente o trabalho das duas entidades na recuperação de nascentes degradadas e na conservação dos rios, de suma importância para o Pantanal. “Mato Grosso é um estado recordista em produção de alimentos. Nossa meta é que essa produção seja sustentável”, disse o vice-governador.

Maria Manea da Cruz, presidente do Consórcio, comemorou a homenagem. “Nós representamos 13 municípios do estado e estamos fazendo o possível para recuperar as áreas degradas e nascentes das cabeceiras, tão importantes para o Pantanal e para a vida no nosso estado”.

Angelo Lima, especialista em Conservação do WWF-Brasil, recebeu a homenagem das mãos do vice-governador. “Nosso trabalho em Mato Grosso acontece por meio do Pactoque tem por objetivo cuidar da região onde nascem as águas que alimentam esse bioma, nada mais nada menos que a maior área úmida do planeta”, explica Lima. “É muito bom receber essa homenagem porque é uma indicação de que o governo está interessado em estreitar nossa parceria em prol da água. Sem água em quantidade e de qualidade não há produção de alimentos, não há qualidade de vida”, afirmou.

O Pactocomeçou a ser construido em 2012 quando um estudo do WWF-Btrasil e parceiros mostrou que a região estava em alto risco ecológico. Durante três anos, o WWF-Brasil mobilizou a comunidade local, as prefeituras, empresas e entidades para juntos planejarem ações para recuperar nascentes degradadas, Áreas de Preservação Permanente (APPs) e mata ciliar – vegetação que protege as beiras dos rios – e conservar rios. Em 2015, o Pacto foi oficialmente lançado com a adesão, além do WWF-Brasil, das 25 prefeituras que compõem a região das Cabeceiras, o governo do estado de Mato Grosso, diversas organizações e empresas.

As principais metas do Pacto até 2020 são recuperar pelo menos 50 nascentes e 700 quilômetros de rios e plantar 11 mil mudas em 23 mil hectares.

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O que as instituições ganham ao assinar o pacto?

O Pacto não arrecada e não arrecadará recursos financeiros específicos para seu funcionamento. Portanto, para alcançarmos os objetivos comuns, cada instituição quando o assina se compromete a usar recursos humanos e financeiros próprios para alcançar os objetivos comuns.