Região das cabeceiras precisa de 11 milhões de mudas

Compartilhe

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email

A restauração de rios e nascentes também pode ser um bom negócio. Além dos benefícios ambientais, como a melhoria da qualidade e quantidade da água e a conservação da biodiversidade, ela permite a geração de emprego e renda para empresas e comunidades locais.Um estudo do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) revela que são necessárias 11 milhões de mudas de árvores de espécies nativas para recuperar a mata ciliar dos rios Jaurú, Cabaçal, Sepotuba e Paraguai e de mais 50 nascentes, em Mato Grosso, totalizando 23 mil hectares de área onde será possível fazer a restauração florestal.

O estudo mapeou mais de 1.500 quilômetros dos quatro rios – Jaurú, Cabaçal, Sepotuba e Paraguai – que compõem as Cabeceiras do Pantanal, região de Mato Grosso onde nascem 30% das águas responsáveis pela biodiversidade e abastecimento da maior área úmida do planeta. Essa região abrange 25 municípios e é alvo doPacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal.

Para atender a demanda, a previsão é de que sejam criados mais de 600 empregos numa região que abrange 25 pequenos municípios, além de novas empresas e negócios, como de produção de insumos, de execução de serviços e de qualificação profissional.

Serão necessários mais de 15 viveiros de mudas para fazer o replantio. Abrem-se oportunidades de venda de sementes, ferramentas, mão-de-obra para o reflorestamento, retirada de entulho e instalação de cercas para a proteção das nascentes. Ou seja, toda uma cadeia produtiva será gerada e incentivada por meio da conservação ambiental.

O estudo também detalhacomo devem ser todas as etapas de recuperação de cada parte dos 23 mil hectares de mata ciliar a serem recuperados. “Conseguimos saber se para começar a recuperação bastar a cercar a área, caso a área esteja perto de fragmentos florestais, se a área precisa de outra forma de recuperação além da cerca, se é necessária limpeza do local, por exemplo”, diz Angelo Lima, do Grupo coordenador do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal.

A restauração em números

*São 23 mil hectares de área onde será recuperada a mata ciliar de quatro rios: Jaurú, Cabaçal, Sepotuba e Paraguai;

  • Nessa área existem 50 nascentes que devem ser recuperadas;
  • O estudo apontou a necessidade de 11 milhões de mudas de espécies nativas para a restauração;
  • A previsão é a de que a restauração gere uma cadeia na qual serão criados pelo menos 600 empregos, além de novas empresas e negócios vinculados à produção de insumos, execução de serviços e de mão-de-obra;

Saiba mais: o que é restauração ecológica

A restauraçāo ecológica é um processo de alteração de um habitat pelo homem para que ele volte a ter a mesma estrutura, função, diversidade e dinâmica do ecossistema original. Esse sistema deve ser autossustentável não somente em termos ecológicos, mas também sociais, pois pode constituir uma fonte de recursos econômicos para as comunidades vizinhas.

Veja e baixe na íntegra: o guia de utilização de dados; o relatório final

Explore
O que as instituições ganham ao assinar o pacto?

O Pacto não arrecada e não arrecadará recursos financeiros específicos para seu funcionamento. Portanto, para alcançarmos os objetivos comuns, cada instituição quando o assina se compromete a usar recursos humanos e financeiros próprios para alcançar os objetivos comuns.