Dia 20 de maio, dia das espécies ameaçadas de extinção

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O Brasil possui 1.173 animais ameaçadas de extinção, segundo levantamento realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA); no Pantanal, a lista soma 28 espécies.

Os especialistas asseguram que o desmatamento é um dos principais responsáveis pela extinção das espécies, que provocam a mudançano habitat e dificuldades de alimentação e reprodução dos animais. O tráfico ilegal de animais silvestres é outro fator que contribui para que a lista aumente.

Rconhecido comoReserva da Biosfera pela UNESCO, em 2000, o Pantanal brasileiro é uma das reservas naturais mais diversificadas do mundo, rico em fauna e flora, além de ser a maior área úmida do planeta. A área brasileira, de250 mil km² abriga mais de 4.000 espécies animais e vegetais.

O Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal homenageia hoje 4 das 28 espécies ameaçadas. A arara-azul, o veado campeiro, a onça-pintada e o tatu-canastra.

Saiba mais sobre eles:

O veado campeiro

Originalmente, ocorria em cerrados e outroas ambientes abertos do Brasil (como o Pantanal), da Bolívia, do Paraguai, do Uruguai e da Argentina. Atualmente, suas populações encontram-se restritas a porções de sua distribuição original e estão reduzidas e isoladas geograficamente. Alguns autores citam uma diminuição de 98% na sua área de distribuição.Ameaçado pelo avanço do desmatamento, caça e doenças transmitidas por animais de criação humana, sua sobrevivência depende da criação de unidades de conservação, públicas ou privadas, mais estudos científicos,programas de ecoturismo e/ou turismo rural em propriedades privadas onde a espécie ocorre,combate à presença de animais domésticos dentro de unidades de conservação, coibição da caça, entre outras ações.Hoje, estima-se que a espécie não possua mais que 100 mil indivíduos.

A onça-pintada

A onça-pintada é o maior felino das américas. Espécie emblemática das matas brasileiras, a onça é importante para as ações de conservção.Pelo fato de estar no topo da cadeia alimentar e necessitar de grandes áreas preservadas para sobreviver, esse animal o mesmo tempo temido e admirado que habita o imaginário das pessoas é um indicador de qualidade ambiental. A ocorrência desses felinos em uma região indica que ele ainda oferece boas condições que permitam a sua sobevivência.As crescentes alterações ambientais provocadas pelo homem, assim como o desmatamento e a caça às presas silvestres e às próprias onças são as principais causas da diminuição da população de onças no Brasil.Reduzir essas ameaças é fundamental para garantir a sobrevivência da onça-pintada e a integridade dos ecossisemas.

O tatu-canastra

É notória a redução da população nas últimas décadas tornando-se uma espécie vulnerável segundo listas nacionais e mundial de espécies ameaçadas de extinção. Antigamente, no Brasil, era muito visado por caçadores em busca da sua carne para alimentação e sua armadura, muito resistente, para fazer utensílios.O tatu-canastra (Priodontes maximus) pode chegar a 1,5m de comprimento e pesar até 60 kg, sendo que, aparentemente, os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas.Recentemente pesquisadores propuseram o tatu-canastra como um “engenheiro do ecossistema” que, através de suas escavações, altera o ambiente físico e cria novos habitats. No Pantanal, foi constatado que estas alterações no ambiente têm influência em sua redução.

A arara-azul

Devido ao combate ao comércio ilegal e à criação de reservas ecológicas, o número de indivíduos dessa espécie cresceu um pouco.Há programas de conservação no Pantanal para plantio de Manduvi e distribuição de ninhos artificiais que podem estar contribuindo para o aumento populacional deste Psitacídeo.No Pantanal, cerca de 90% dos ninhos são encontrados em apenas uma espécie de árvore, o manduvi (Sterculia apetala) e no Pará, emSterculia pruensis(Guedes, 1993; Presti et al., 2009). Na região nordeste, ela ainda pode usar paredões rochosos para nidificar (Collar, 1997). A arara passa boa parte da vida em casal e põe de 1 a 3 ovos que são incubados por cerca 27 a 30 dias, sendo que geralmente apenas 1 filhote sobrevive. O filhote permanece no ninho em média por 107 dias. Após a saída do ninho, os jovens ainda são dependentes dos pais para alimentação, sendo que a separação deles geralmente ocorre após 12 a 18 meses (Guedes, 1993). Devido a esses fatores a arara faz apenas uma postura por ano, ou por vezes apenas a cada 2 anos.

Quer saber mais sobre o tema,  clique aqui  e leia matéria publicada pelo WWF-Brasil.

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